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Jovens: levantem, uni-vos e Lutem!

Há alguns dias comemoramos o dia internacional da juventude, mas exatamente no dia 12 de Agosto.

Desde então venho pensando em como nossa juventude tem se tornado tão apática, com pequenos lapsos e bolsões de resistência, mas sem a pujança que víamos num passado não tão distante assim.

Não somos mais capazes de vislumbrar e enumerar ou reconhecer lideranças jovens e quais as suas bandeiras. Não vemos mais movimento estudantil organizado, progressista e que, mesmo com todas as diferenças internas, uniam-se em nome de interesses gerais da juventude.

Onde está o movimento estudantil universitário? Da escola secundaria? De jovens da periferia? Hip-hop e movimentos culturais?

Ao que parece entramos num estado que a luta pelas causas sociais e direitos dos jovens, deixou de ser pauta dos grandes partidos progressistas. A verdade é que não só a política ficou velha, mas os jovens que antes ali estavam não souberam fazer a transição necessária para a continuidade da luta.

Assim como outros movimentos sociais, o advento de um governo de esquerda, “sugou” as pautas da juventude, muitas vezes atendendo aos seus pleitos ou simplesmente esvaziou, por temerem fazer em sua luta uma oposição ao governo que defendia. Com isso o movimento de juventude e estudantil viu a fuga de seus quadros para as institucionalidades funcionais, políticas e de representação, perdendo a capacidade assim de se reinventar.

E nesse vacou, percebam, há uma similaridade com o surgimento e fortalecimento de um movimento de juventude mais conservador, menos progressista, mas que conseguiu se conectar com as novas pautas que surgiam: primeiro emprego, estagio, bolsas de estudos. A pauta muito mais individualizada e voltada para o crescimento pessoal e econômico foi facilmente apreendida por uma ala mais conservadora da sociedade e que, casada com o desencanto que a política trás ultimamente faz com que não vemos mais jovens nas ruas, protestando.

Que saudade tenho das minhas lutas de época do movimento estudantil, ainda pujante e que tinha bandeiras sociais importantes como meia-passagem, redução de mensalidades, meia-entrada em shows, cultura, mais bolsas de estudos, etc.

O que vemos hoje é tamanha letargia que vemos governo falar em fim da meia-entrada em shows, cinemas e teatros e quase nenhuma, para não dizer nenhuma, reação da juventude.

É mais que necessário que a juventude volte a se indignar. Volte a se unir. É imperioso que as organizações progressistas desse país façam uma reflexão e voltem a tentar falar e se conectar com as novas pautas dos jovens, ávidos por primeiro emprego, por creches, por mais cultura e esporte na escola, cursos profissionalizantes e, principalmente, políticas capazes de mudar sua historia de vida, não mais meias-passagens apenas.

A política e a vontade de se indignar precisam voltar a ecoar nos corações dos jovens deste país. Precisa voltar a despertar o engajamento capaz de querer mudança! Não há mudança social alguma, nenhuma mudança de verdade na vida social de um país, sem o sonho utópico dos jovens. Queremos mudanças e elas só virão com a capacidade de indignação dos jovens! Uni-vos, o país precisa de vocês!

Vitor Gantois – Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador, pós Graduado em Direito Público Municipal, pós Graduando em Docência do Ensino Superior, Superintendente Adjunto da Defesa Civil do Estado da Bahia, militante politico, já coordenou inúmeras campanhas eleitorais e é observador da cena politica e do cotidiano. 

 

 

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