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Vitória desmonta no Barradão, perde o controle do Ba-Vi e sofre derrota para o Bahia

Rubro-Negro é dominado pelo rival em casa, não consegue repetir força como mandante e encerra a temporada sem vencer clássicos

O Vitória viveu uma tarde para esquecer no Barradão. No Ba-Vi 508, o Rubro-Negro foi amplamente dominado pelo Bahia, perdeu por 2 a 0 e terminou o clássico sem conseguir reproduzir a força que vinha demonstrando diante de sua torcida.

A derrota também colocou fim a uma marca importante: pela primeira vez, o Vitória perdeu para o Bahia no Barradão em um clássico pela Série A. Até então, eram seis confrontos no estádio pela elite sem derrota rubro-negra. No retrospecto mais recente, a situação também é desconfortável: o Vitória venceu apenas um dos últimos 12 Ba-Vis.

Mais do que o placar, a atuação expôs problemas em praticamente todos os setores. O Vitória teve dificuldade para construir jogadas, não conseguiu controlar o meio-campo e sofreu para conter as movimentações ofensivas do rival.

Estratégia que não saiu do papel

A ideia inicial de Jair Ventura era explorar principalmente o lado esquerdo do ataque, com Ramon, Renê, Tarzia e Matheuzinho participando das construções ofensivas. A intenção era criar espaços para Erick receber em condições de enfrentar a defesa tricolor no mano a mano.

Na prática, porém, o plano não funcionou.

O Vitória pouco ameaçou o gol adversário e ainda encontrou dificuldades para defender justamente pelo setor em que pretendia atacar. O Bahia conseguiu reunir Juba, Rodrigo Nestor e Erick Pulga pelo lado direito de sua construção ofensiva e encontrou espaços para finalizar.

Bahia domina o meio-campo

Um dos principais problemas do Vitória esteve no setor central.

O Bahia encontrou jogadores livres para iniciar ataques desde a defesa e também conseguiu receber entre as linhas de marcação do Rubro-Negro. O Vitória, por outro lado, teve dificuldades para recuperar a bola e transformar a posse em contra-ataques.

Até o fim do primeiro tempo, o cenário já era de pressão tricolor. Em uma das melhores oportunidades, o Bahia chegou à área com superioridade numérica, mas Erick desperdiçou a chance de cabeça.

O Vitória ainda teve uma oportunidade em contra-ataque com Renê, mas o atacante demorou para decidir entre acelerar a jogada ou partir para o drible e acabou desarmado por Luciano Juba.

Substituições não mudam o cenário

Na volta do intervalo, Jair Ventura tentou mudar o panorama com as entradas de Martínez e Pochettino nos lugares de Walace e Tarzia.

A mudança, entretanto, não produziu o efeito esperado.

O Vitória continuou nervoso, sem conseguir manter a posse de bola e sem encontrar caminhos para atacar. Ao mesmo tempo, o Bahia passou a criar oportunidades com ainda mais frequência.

Logo no início da segunda etapa, Lucas Arcanjo precisou fazer uma grande defesa em cabeçada de Erick Pulga.

A resistência, porém, durou pouco.

Alejo Véliz abre o caminho para o Bahia

Aos 22 minutos, o Bahia encontrou o gol que já parecia amadurecer.

Alejo Véliz aproveitou cruzamento e subiu entre Luan Cândido e Ramon para cabecear e colocar o Tricolor em vantagem.

O gol aumentou ainda mais a pressão sobre o Vitória.

Depois de abrir o placar, o Bahia continuou criando oportunidades e chegou a acertar a trave com Jean Lucas. O Rubro-Negro, por sua vez, não conseguiu reagir e passou a depender cada vez mais de Lucas Arcanjo para evitar um placar ainda mais amplo.

Jean Lucas confirma a superioridade tricolor

Nos minutos finais, o Vitória já demonstrava sinais de desorganização e pouca capacidade de reação.

Sem conseguir ameaçar o gol do Bahia, o Rubro-Negro continuou exposto aos contra-ataques. Nos acréscimos, Jean Lucas aproveitou uma nova oportunidade e marcou o segundo gol, encerrando definitivamente qualquer possibilidade de reação.

O 2 a 0 acabou sendo considerado até um placar relativamente econômico diante da superioridade apresentada pelo Bahia durante a partida.

Um clássico para esquecer

O resultado encerra a temporada do Vitória sem uma vitória em clássicos e deixa uma preocupação para a sequência decisiva da temporada.

O Rubro-Negro agora precisa rapidamente deixar a derrota para o rival de lado, porque terá pela frente outro compromisso de grande peso.

Nesta quarta-feira, o Vitória estreia nas quartas de final da Copa do Brasil contra o Vasco. A primeira partida será em São Januário, às 21h30.

A missão será recuperar não apenas o resultado, mas principalmente a confiança. Contra o Bahia, o Vitória foi um time sem criatividade, perdeu o duelo pelo controle do meio-campo e não conseguiu responder à pressão do adversário.

O Ba-Vi 508 mostrou que, quando o Vitória não consegue impor sua intensidade e sua força no Barradão, a equipe fica muito mais vulnerável. E, diante de um Bahia organizado e superior, os erros acabaram sendo suficientes para transformar o clássico em uma derrota incontestável.

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