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Insalubridade e finanças levam Prefeitura de Cachoeira a decretar situação de emergência

Um dos primeiros atos da nova gestão de Cachoeira foi decretar situação de emergência no município. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município de segunda-feira (4).

 

 

Uma das principais justificativas da gestão, comandada por Eliana (Republicanos), é a dificuldade de acesso a informações sobre a situação financeira, patrimonial e operacional da prefeitura desde o período de transição, que não teria acontecido da forma prevista. Até o último dia 31, a cidade esteve sob o comando do agora ex-prefeito Tato (PSD), que perdeu a eleição para Eliana.

 

Em nota enviada à imprensa, a atual administração disse que a inexistência de processos licitatórios fundamentais para compra de medicamentos, limpeza pública, transporte e combustíveis e o risco iminente da interrupção e deficiência dos serviços públicos também contribuíram para a decisão.

 

A gestão conta que, logo nos primeiros dias de governo, encontrou prédios públicos em situação de insalubridade, como a sede da Secretaria de Saúde. A nova secretária, Maria José Souza, até anunciou a transferência para a Unidade de Saúde Capitão Adriano, e após a autorização dos órgãos competentes, a antiga sede passará por reparos.

Algumas salas e repartições do Paço Municipal também apresentaram problemas como infiltração e falhas na rede elétrica, além da falta de materiais básicos para o exercício das funções.

 

Além disso, o quadro atual da pandemia da Covid-19 também influenciou o decreto. De acordo com a gestão, o  último boletim, divulgado na quarta-feira (06), registrou um aumento de mais de 100% no número de casos ativos, passando de 15 para 32. Até o momento, a cidade contabiliza 436 casos de coronavírus e 11 óbitos decorrentes da doença. 

 

Sendo assim, com o decreto definido, ficam suspensos contratos, pagamento de empenhos e convênios. A prefeitura também poderá contratar serviços e adquirir materiais voltados para serviços essenciais. Outras medidas, como a redução do consumo de combustíveis, energia, água, telefones e correios, e o funcionamento dos setores administrativos em horário especial, das 8h às 14h, além da suspensão de pagamentos de horas extras, foram adotadas.

Fonte:bahia noticias

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