Vacinação COVID 19

Covid-19: especialista da Clínica Elsimar Coutinho fala sobre a eficácia e segurança da vacina em gestantes

O uso da vacina contra o novo coronavírus em gestantes tem causado dúvida, e também a preocupação em muitas mulheres, sobretudo, pela falta de estudos que comprovem sua segurança e eficácia para este grupo específico. Em contrapartida, a ginecologista e especialista em reprodução humana da Clínica Elsimar Coutinho, Wendy Delmondes, explica que essas vacinas não são feitas com vírus vivo, e, teoricamente, não há risco de prejudicar as mulheres grávidas, ou ter um impacto na fertilidade daquelas que planejam engravidar. “Outras vacinas com vírus inativado ou morto, como a coqueluche e gripe, são consideradas seguras para mulheres grávidas e estudos em animais não demonstraram risco de malformações do feto”, afirma.

De acordo com a médica, apesar de não haver recomendação para aplicação da vacina contra a Covid-19 na rotina das mulheres grávidas, a possibilidade da vacinação não deve ser negada, principalmente, em dois grupos específicos que correm um risco maior de contrair a forma mais grave da doença, aquelas com condições médicas de alto risco e as com elevada exposição. “Deve-se individualizar cada caso, com atenção maior a esses grupos mais vulneráveis ”, explica. 

Entretanto, existem outras vacinas que são fundamentais para a manutenção da saúde das mamães e a imunização dos bebês contra algumas doenças, como por exemplo: Hepatite B, Tríplice bacteriana (dTpa – Difteria, Tétano e Coqueluche) e gripe. Já as vacinas contraindicadas na gravidez são: sarampo, caxumba, rubéola e varicela, que são produzidas a partir de vírus vivo atenuado. As mulheres que desejam engravidar devem garantir imunidade contra essas doenças previamente . 

Para a especialista, continuar colocando em prática as medidas de prevenção e segurança contra a Covid-19 estabelecidas pelos órgãos de saúde podem ajudar as grávidas a reduzirem suas chances de contrair o novo coronavírus. “Manter o distanciamento social, não programar viagens, usar máscara facial quando precisar sair, lavar frequentemente as mãos com água e sabão, sobretudo depois de estar em público, são pequenos hábitos que podem ajudar a salvar vidas”, finaliza.

 
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