Salvador

Vereador Sílvio Humberto homenageia dança afro

Identidade, valores morais, reconhecimento étnico e consciência política. Assim o vereador Sílvio Humberto (PSB) resumiu o que representa a dança afro para os baianos durante a sessão especial “Mulheres que Dançam”, realizada nesta segunda-feira (14), no Plenário Cosme de Farias.  A atividade homenageou grandes nomes e serviu para reafirmar o desejo do vereador de instituir o Dia Municipal da Dança Afro (12 de outubro), proposição de sua autoria em tramitação na Câmara Municipal de Salvador. 

 “Como um mandato de construção coletiva para nós é uma honra poder ser a plataforma para essa Casa render uma justa homenagem a quem sabe incluir as pessoas e dar oportunidade. Hoje a homenagem a Nadir Nóbrega, Gisele Santos, Ângela Dantas e Nauzina dos Santos é extensiva a todas as mulheres que fazem a dança afro em Salvador”, acrescentou o vereador.

A sessão especial reuniu dançarinas e coreógrafas da capital. Mulheres que construíram sua carreira com muito trabalho e desenvolveram projetos sociais, carreira na universidade e pesquisas de campo. Nadir Nóbrega, coreógrafa, dançarina, graduada em Dança pela Faculdade de Educação da Bahia, Artes pela Universidade do Estado da Bahia e Desigualdade Social e Educação pela Universidade Federal da Bahia e PHD em Artes Cênicas-Dança pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, foi uma das homenageadas. 
“São 38 anos de dança. Ela me trouxe consciência política, étnica e racial. Por meio dela pude oferecer respeito por meio da educação pública. Desde que comecei vejo que melhorou o reconhecimento e consciência. Avançamos, mas não temos ainda como nos acomodar”, afirmou Nadir. 

Ângela Dantas, primeira diretora da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), hoje com 35 anos de criada, também recebeu homenagem. “Nosso trabalho sempre foi para popularizar a dança afro. Quando o Teatro Castro Alves deixou de ser espaço exclusivo de uma escola de dança particular e elitista, eu fiz o projeto para tentar popularizar aquele espaço. Pela escola da Funceb passaram grandes nomes como Daniela Mercury, Larissa Luz e Emanuele Araújo”, contou Ângela. 

A diretora-geral da Funceb, Renata Dias, contou que todas às vezes que chega à Escola de Dança é recebida por profissionais e familiares que contam como a dança afetou suas vidas. “São histórias de como a arte mudou o pensamento de diversas famílias a partir do encontro com a dança”, contou. 

A apresentação de dança ficou por conta de Leda Ornelas, grande nome da dança afro na Bahia. Foi exibido, ainda, um vídeo em homenagem a Nadir, Gisele, Nauzina e Ângela com depoimentos de familiares, amigos e colegas de profissão.

A mesa da sessão especial foi composta pelos já citados e também por Nildinha Fonseca, que elogiou a iniciativa do vereador em promover a sessão e lamentou que a dança de matriz africana ainda sofra com o preconceito. Dora Lúcia Santana fechou o evento cantando o Hino da África do Sul.

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