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Salvador completa nesta quarta um ano de de vacinação contra Covid-19 vacinados relatam segurança após imunização

A imunização com as três doses da vacina contra a Covid-19 tem sido sinônimo de segurança, em relação às formas mais graves da doença e também de esperança pelo fim da pandemia. Quase um ano após o início da vacinação na capital baiana, a serem completados na quarta-feira (19), cerca de 4,8 milhões de doses já foram aplicadas em Salvador. Um total de 2,1 milhões de pessoas já tomou a primeira dose na capital baiana; 1,9 milhão já estão imunizadas com a segunda dose ou dose única, e 645 mil com a dose de reforço.

Imunizado com as três doses desde novembro, o professor universitário Eduardo Santana, de 40 anos, diz se sentir mais seguro e muito melhor agora. “Eu tinha muito medo, juntamente com a minha família. Nós vivíamos todos superalarmados, porque eu sou obeso, paciente bariátrico e tenho pressão alta. A Covid é uma doença que traz complicações, principalmente para quem tem comorbidades. A gente nunca sabe como ela vai progredir em cada indivíduo”, afirma.

Ele conta que já pegou a Covid-19 duas vezes, uma antes da vacina e outra após a terceira dose. A grande diferença é que agora, após a terceira dose, ele não desenvolveu nenhum sintoma.

“No final de 2020, antes de tomar a vacina, eu perdi o olfato, o paladar, não sentia sabor de nada, tive dor no corpo e diarreia. A minha mãe teve falta de ar e precisou fazer fisioterapia para recuperar a respiração. Até hoje ela sente algum cansaço. Hoje, eu estou isolado com a doença, para não transmitir para outras pessoas, mas não estou com sintoma algum”, relatou.

Na opinião de Santana a vacina representa vida. “Nós estamos vendo que essa variante Ômicron é bem mais transmissível, em contrapartida vemos um baixo índice de morte, ou seja, você pode pegar a doença, mas a vacina é uma garantia de que não vai complicar. A vacina é um avanço”, opina.

Ciência – A publicitária Yasmim Cardim, de 27 anos, tem uma doença autoimune e também tinha muito medo antes do processo de imunização. “Eu estava péssima, entrei em paranoia, justamente devido à predisposição ao lúpus. Depois da primeira dose, eu tive a Covid, fiquei com muito medo de não sobreviver, mas acho que graças à vacina, não tive sintomas graves”.

Ela diz que está muito mais segura vacinada e aconselha a quem não se vacinou que confie na ciência, no avanço da tecnologia e na vacina. “Anos de estudo não são dias”, frisou.

Atuante em um hospital de campanha, levando informação para as pessoas, a jornalista Marília Simões, 54 anos, afirma ter total crença, consciência e responsabilidade social de que a vacina é o único meio de contribuir para o controle da pandemia e também para salvar vidas.

“Hoje, no hospital onde trabalho, 80% das pessoas internadas não tomaram a vacina. Dentro da Unidade de Terapia Intensiva, 60% dos pacientes em estado grave não tomaram a vacina, ou não fecharam o ciclo. É uma prova de que realmente a ausência da vacina agrava a doença”, afirma ela, que tomou a terceira dose em outubro do ano passado.

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