Política

Rui proíbe festas no Réveillon e alerta para “maior onda de Covid-19” na Bahia

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse ontem que está proibido festas de Réveillon, e alertou para o risco de haver a “maior onda de Covid-19 que já viveu” no estado, se não houver redução do número de casos. De acordo com o chefe Executivo baiano, a doença está disseminada em todas as cidades baianas. Segundo ele, diferentemente de agora, nos primeiros meses, a enfermidade se espalhou aos poucos pelos municípios.

“O volume ainda não nos permite afirmar que há segundo onda, mas o ritmo de crescimento da doença nos permite afirmar que daqui a uma semana, 10 dias, se não revertemos a taxa de crescimento, nós estaremos vivendo não uma segunda, mas a maior onda que a Bahia já viveu”, declarou Rui, em entrevista à imprensa. “Chamo atenção da população. Por favor, use máscara. Por favor, higienize as mãos e tome todos os cuidados necessários. Não será permitida nenhuma festa de final de ano em dezembro. Não permitiremos festa nenhuma em nenhuma quantidade”, acrescentou.

O governador ressaltou que já pediu as autoridades policiais para monitorar qualquer divulgação de festas no Réveillon, e determinou que medidas sejam tomadas para evitar os festejos. “A vida humana é mais importante que os faturamentos com festas. E é melhor segurar agora do que fechar estabelecimentos que geram emprego e renda para a população. Não queremos o agravamento da doença, e que os efeitos venham afetar o comércio, a indústria e a produção. É melhor ficar sem festas de dezembro e janeiro do que ficar sem o emprego, sem trabalho, sem ter como sustentar a família. A gente suporta ficar um verão sem festa, mas a gente não suporta ficar desemprego ou ver os comércios e as atividades econômicas quebrados. O Estado não permitirá nenhum tipo de festa. Não comprem (ingressos), porque vai perder o dinheiro”, pontuou.

Rui disse que, por causa da do crescimento da Covid-19, foi obrigado a prorrogar a suspensão das aulas nas escolas. O governador criticou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por criar “empecilhos burocráticos e ideológicos” para liberar as vacinas. Sem autorização da estatal, fica vetado a distribuição da vacina por órgãos privados e públicos.

“Não conseguimos entender o comportamento atual da Anvisa. Enquanto outras autoridades semelhantes no mundo, estão criando protocolos rápidos, mais fáceis, emergências para autorizar, a Anvisa está fazendo uma corrida de obstáculos, colocando obstáculos adicionais para a avaliação (das vacinas)”, ressaltou.

O chefe do Palácio de Ondina disse que, enquanto outros países já começam a vacinar a população, o Brasil não tem qualquer previsão. Rui revelou ainda que a Bahia tem refrigeradores para amenizar as vacinas com temperatura de -70ºC. Disse também que o estado pode adquirir novos refrigeradores, caso precise. “Então, não é verdade esse argumento do Ministério (da Saúde) de que não é possível ter essas duas vacinas, porque o Brasil não teria condições logísticas de refrigeração”, frisou.

Fonte: A tribuna bahia

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