Rui Costa critica ACM Neto e cobra definição sobre apoio na disputa presidencial

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT), voltou a direcionar críticas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). Em entrevista concedida à rádio Popular FM, nesta quinta-feira (30), Rui afirmou que o adversário estaria evitando declarar publicamente qual candidato apoia na corrida pela Presidência da República.
Segundo o petista, ACM Neto estaria utilizando o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como forma de evitar um posicionamento claro em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado por Rui como o verdadeiro nome apoiado pelo grupo de oposição.
“Ele fica buscando o cara de Goiás, que nem aparece nas pesquisas, para dizer que é o candidato dele, para usar como escudo. O ex-prefeito que tenha coragem e diga quem é o seu candidato. Os dois candidatos ao Senado já assumiram que são Bolsonaro. O candidato a vice-governador também já declarou apoio. Só falta agora assumirem publicamente quem é o candidato deles e fazerem a campanha”, afirmou Rui Costa.
Críticas à gestão de Salvador
Durante a entrevista, Rui Costa também fez críticas à administração do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Segundo ele, o gestor estaria priorizando a articulação política em detrimento da administração da capital baiana.
O ex-governador afirmou que a cidade enfrenta problemas de limpeza urbana e manutenção de áreas públicas, citando o acúmulo de lixo e o crescimento da vegetação em diversos bairros.
“O prefeito passou a dedicar praticamente todo o seu tempo à política. Salvador está cheia de lixo e muitas áreas, especialmente entre a Calçada e o Subúrbio, estão tomadas pelo mato”, declarou.
Debate eleitoral
Ao encerrar a entrevista, Rui Costa defendeu que prefeitos têm o direito de participar das articulações eleitorais, mas ressaltou que isso não pode comprometer a gestão dos municípios.
Segundo o pré-candidato ao Senado, é necessário equilibrar a atuação política com as responsabilidades administrativas para garantir o funcionamento dos serviços públicos durante o período eleitoral.



