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Rei Roberto Carlos completa 80 anos veja aqui no Bahia Alerta sua trajetória

Conhecido no Brasil e na América Latina como “Rei”, Roberto Carlos começou a sua carreira no início da década de 1960 sob influência do samba-canção e da bossa nova. Com composições próprias, geralmente feitas em parceria com o amigo Erasmo Carlos, fundou as bases para o primeiro movimento de rock feito no Brasil. Com a fama, estrelou ao lado de Erasmo e Wanderléa um programa na RecordTV chamado Jovem Guarda, que daria nome ao primeiro movimento musical do rock brasileiro, e que os alçou Roberto ao status de ídolos da geração. Além da carreira musical, estrelou filmes inspirados na fórmula lançada pelos Beatles – como Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968), Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa (1970) e Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1971).

Na virada para década de 1970 se tornou um cantor e compositor basicamente romântico, algo que não modificou desde então. Logo também mudava seu público-alvo, que deixou de ser o jovem e passou a ser o adulto. Entre 1961 e 1998, Roberto lançou um disco inédito por ano. Atualmente continua se apresentando com frequência, e estrela anualmente o especial intitulado Roberto Carlos Especial, exibido na semana do Natal pela Rede Globo. Dezenas de artistas já fizeram regravações de suas músicas, entre os quais Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Segundo a Pro-Música Brasil, Roberto Carlos é o artista solo com mais álbuns vendidos na história da música popular brasileira, tendo vendido mais de 140 milhões de cópias, incluindo gravações em espanhol, inglês, italiano e francês, em diversos países.

Nascido na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, é o quarto e último filho do relojoeiro Robertino Braga (1896—1980)  e da costureira Laura Moreira Braga (1914—2010). A família morava numa casa modesta no alto de uma ladeira no bairro do Recanto. Roberto tinha o apelido de Zunga. Aos seis anos de idade, no dia da Festa de São Pedro, padroeiro da cidade de Cachoeiro do Itapemirim, Roberto brincando sobre a linha férrea sofreu fratura em sua perna direita, socorrido por um agente de viagens da Cruzeiro do Sul, levado por esse ao Rio, teve de amputar a perna até pouco abaixo do joelho. Até hoje ele usa uma prótese. Ainda criança aprendeu a tocar violão e piano, a princípio com sua mãe e, posteriormente, no Conservatório Musical de Cachoeiro de Itapemirim.

Apesar de seu sonho de infância de ser arquiteto, caminhoneiro, aviador ou médico, dedicou-se à música. O ídolo na época era Bob Nelson, um artista brasileiro que se vestia de cowboy e cantava música country em português. Incentivado pela mãe, cantou pela primeira vez em um programa infantil na Rádio Cachoeiro, aos nove anos. Apresentou-se cantando o bolero “Amor y más amor”. Como prêmio pelo primeiro lugar, recebeu balas. O cantor recordaria anos depois o momento, relatado na obra “Roberto Carlos em Detalhes”, de Paulo Cesar de Araújo: “Eu estava muito nervoso, mas muito contente de cantar no rádio. Ganhei um punhado de balas, que era como o programa premiava as crianças que lá se apresentavam. Foi um dia lindo”. Tornou-se então presença assídua do programa, todos os domingos acreditando no seus sonhos de cantar. Deste ponto em diante começou o despertar do seu sonho e a trajetória do Rei estava começando. 

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