Prefeitura encerra contrato com profissionais do Reda e cerca de 400 pessoas terminam o ano sem trabalho.

Um novo edital REDA está previsto para janeiro de 2019 com contratação para fevereiro, disse a prefeita.

A prefeita Moema Gramacho, participou de uma reunião, com os profissionais do regime REDA ligados a secretária de Educacao, na ultima sexta-feira no Centro Cultural de Portão, onde a prefeita informou o encerramento do contrato com os profissionais.

Segundo a prefeita, entre os motivos está a obrigatoriedade em cumprir a Lei de responsabilidade Fiscal e a crise financeira que o país vive.

Os profissionais falaram da preocupação com o fim do contrato e como a situação financeira se complica a partir de agora. “Não entendemos nada disso de Lei de Responsabilidade, entendemos que temos aluguel pra pagar, família pra sustentar e precisamos do trabalho.”

O presidente da ASPROLF, Valdir silva, propôs à prefeita que, lembrando que o ano letivo de 2019 começa em fevereiro, inicie o quanto antes o edital do novo REDA. Levantou a questão de que muitos profissionais já atuam na prefeitura há bastante tempo e que isso fosse levado em conta nos critérios da seleção.

A prefeita afirmou que levará em conta esse critério no edital do ano que vem e que será lançado em meados de janeiro. Moema garantiu em mesa que será pago o 13º salário até o dia 20 de dezembro, como exige a lei e que a rescisão será paga até o quinto dia útil do mês de janeiro. A prefeita também afirmou que assinou uma TAC junto ao Ministério Público se comprometendo em realizar um Concurso Público e que este deve ser realizado no final de 2019. Cerca de 400 profissionais do regime REDA que trabalham na educação, serão dispensados.

Entrelinhas

Alguns funcionários entraram em contato conosco para relatar o drama que foi receber a notícia. Alguns disseram que receberam uma mensagem de celular dizendo que, em resumo “Estavam dispensados”. Outros reclamam do fato de terem que “pagar a conta” pela falta de planejamento. Um profissional da edueduca, que pediu para ter a identidade preservada, desabafou: “Se vai fazer em janeiro de novo, proque não mantém? Será que não e só pra não pagar folha agora, ou será pra colocar os amigos em janeiro?

Outros estranharam a passividade da Asprolf que se limitou a pedir que a prefeita “lembrasse” dos mais antigos.

Pelo jeito o natal de cerca de 400 famílias não será tão feliz. Continuaremos acompanhando e mostraremos os próximos capítulos da novela da educação em Lauro de Freitas.

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