Eleições 2020

PP firma posição em defesa de reeleição de Nelson e disposição para disputa no voto

O PP reagiu com grande surpresa à especulação de que o partido estaria disposto a romper com o governador Rui Costa (PT) por manter firme a posição de defender a reeleição do presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Nelson Leal, um dos líderes da sigla.

O partido achou estranho o rumor de que o governador Rui Costa e os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD) deixaram o encontro que tiveram ontem com o vice-governador, João Leão, para discutir o assunto, achando que ele romperia porque, inclusive, reagendaram uma nova reunião para daqui a 10 dias.

Ao contrário do que foi dito, o vice deixou a reunião convencido de que o encontro teria sido produtivo e tranquilo, em que todos puderam expor suas posições, disse um membro da legenda, observando que a posição do PP é de defesa do direito à reeleição por dois motivos.

“Queremos construir as condições para que Nelson seja eleito por mais um mandato, em primeiro lugar, porque o primeiro ano foi de sanear as contas da Assembleia, com medidas de contenção. Depois, no segundo ano, veio a pandemia”, disse ele.

A mesma fonte acrescenta que Nelson é uma pessoa que goza da simpatia e solidariedade de seus companheiros e que não é segredo que a Assembleia aprecia como ele vem tratanto a Casa. “Por isso, também passamos a defender a tese da reeleição”, acrescenta.

Para deputados e mesmo dirigentes do PP ouvidos hoje por este Política Livre, se não houver condições de aprovação da PEC da reeleição nem uma solução política para o impasse sobre o acordo pelo qual o partido deveria apoiar agora o candidato do PSD, Adolfo Menezes, haverá uma disputa natural e democrática.

“Não vemos uma eventual disputa numa Casa Legislativa (em torno da presidência) como algo fora do campo democrático, a menos para quem tem uma visão saudosista dos tempos em que a Assembleia era um puxadindo de Ondina”, afirmou uma fonte do PP.

Os parlamentares do partido questionam a formalização do acordo sob dois argumentos: o primeiro é que não envolveu a sigla como instituição partidária e apenas o governador e os deputados. Em segundo lugar, a conjuntura mudou, afetada, inclusive, pela pandemia, o que justificaria uma repactuação do acerto.

“Longe do PP qualquer discussão em relação a rompimento. Até porque nós somos parceiros destas vitórias. Quando o governador Wagner nos convidou para participar da aliança nos convidou para parceiros e não para sermos subservientes e sempre fomos tratados com o maior respeito”, disse a mesma fonte.

Segundo ele, não faz sentido avaliar que Leão estaria insistindo na tese da reeleição na Assembleia por estar pensando em concorrer ao governo ou apoiar o prefeito ACM Neto (DEM) em 2022. “Rui não pode mais ser candidato. Quais as alternativas? Wagner, Leão e Otto são alternativas naturais”, diz.

Ele acrescenta, no entanto, que esta construção será feita “na fraternidade, no debate democrático”, levando aquele que construir a unidade a ser o candidato com o apoio dos demais.

Fonte:A Gazeta Bahia

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