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Bahia prioriza solidez defensiva, mas volta a sofrer com baixa produção ofensiva no Brasileirão

Empate sem gols contra o Fluminense evidencia mudança tática promovida por Rogério Ceni, que admite dificuldades do setor ofensivo e aposta em um time mais equilibrado defensivamente.

O Bahia chegou ao terceiro empate consecutivo no Campeonato Brasileiro após o 0 a 0 diante do Fluminense, no Maracanã, pela 21ª rodada. O resultado reforçou uma característica que tem marcado o Tricolor desde a retomada da competição após a Copa do Mundo: uma equipe mais consistente na defesa, mas com dificuldades para criar oportunidades de gol.

Após a partida, o técnico Rogério Ceni explicou que a mudança de postura é consequência do baixo rendimento dos jogadores de lado de campo ao longo da temporada. Segundo o treinador, isso levou a comissão técnica a reformular o sistema de jogo.

“Os pontas não conseguiram render o esperado por nós. No ano passado tínhamos muita força pelos lados do campo, mas este ano optamos por reforçar o meio-campo e tornar a equipe mais consistente”, afirmou Ceni.

Com a nova estratégia, o Bahia passou a atuar em um esquema com dois atacantes e quatro jogadores no meio-campo, priorizando maior compactação defensiva e competitividade.

Bom início, pouca criatividade

Mesmo atuando fora de casa, o Bahia começou o confronto com maior posse de bola e tentando controlar as ações ofensivas. No entanto, a equipe perdeu intensidade ao longo da primeira etapa.

Os erros na saída de bola e a dificuldade para conectar o meio-campo ao ataque fizeram com que Ademir, Erick Pulga e Alejo Veliz ficassem isolados durante boa parte do jogo.

Apesar de controlar defensivamente as investidas do Fluminense, o Tricolor criou poucas oportunidades reais de gol.

Segundo tempo de dificuldades

A queda de rendimento voltou a aparecer após o intervalo, repetindo o que já havia acontecido no empate contra o Corinthians na rodada anterior.

Sem conseguir trocar passes com qualidade, o Bahia passou a depender de lançamentos longos e pouco produziu ofensivamente. Rogério Ceni tentou mudar o panorama com as entradas de Everton Ribeiro, Michel Araújo, David Martins, Kauê Furquim e Willian José.

As alterações deram mais mobilidade ao time, mas não resolveram o principal problema: a criação de jogadas.

A melhor oportunidade do Bahia surgiu após um erro de passe entre Everton Ribeiro e Michel Araújo dentro da área. Já nos minutos finais, o goleiro Ronaldo evitou a derrota ao fazer grande defesa em finalização de Canobbio.

Defesa segura, ataque preocupa

Ao final da partida, Rogério Ceni reconheceu que o Fluminense foi superior na segunda etapa e destacou a importância do sistema defensivo para garantir o ponto conquistado fora de casa.

“No segundo tempo caímos um pouco de produção. O Fluminense teve mais volume e criou mais oportunidades. Ronaldo e nossa defesa foram fundamentais para manter o empate”, avaliou.

Os números reforçam a dificuldade ofensiva do Bahia nas últimas rodadas. Contra o Fluminense, a equipe finalizou 11 vezes, mas apenas uma bola foi na direção do gol.

Números do Bahia após a Copa do Mundo

  • Bahia 2 x 0 Chapecoense – 14 finalizações (6 no alvo);
  • Atlético-MG 1 x 1 Bahia – 21 finalizações (4 no alvo);
  • Bahia 1 x 1 Corinthians – 11 finalizações (2 no alvo);
  • Fluminense 0 x 0 Bahia – 11 finalizações (1 no alvo).

Próximo compromisso

Agora, o Bahia terá 11 dias de preparação para buscar soluções ofensivas antes da próxima rodada do Campeonato Brasileiro.

O Tricolor volta a campo no dia 9 de agosto, às 16h, quando recebe o Vasco, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 22ª rodada da Série A. O objetivo é voltar a vencer e seguir firme na disputa por uma vaga no G-5 da competição.

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