Emprego

De acordo com estudo, 32,2% dos empregos na Bahia são do Agronegócio

Na última quinta-feira (18), a Superintendência de Estudos Sociais e Econômicos da Bahia (SEI) apresentou a Estimativa da Ocupação do Agronegócio baiano para o secretário Lucas Costa e equipe da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), referente ao ano de 2019. A estimativa considera as pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas em relação à força de trabalho.
 
O estudo é estruturado em duas perspectivas, a primeira, que trata dos componentes do Agronegócio em quatro subsetores, evidenciou que a Agropecuária responde por 48,2% do pessoal ocupado no Agronegócio, o Agroserviços com 41,3%, a Agroindústria com 10,2% e o subsetor do Agroinsumos com 0,4% da ocupação.
 
Na segunda perspectiva, o Agronegócio é comparado aos demais setores da economia baiana. Neste sentido, o trabalho evidencia que 32,2% das pessoas ocupadas em relação à força de trabalho, na Bahia, no ano de 2019, trabalhavam na cadeia do Agronegócio. Desse modo, o primeiro e segundo setores que mais empregavam na economia baiana são ligados à cadeia do Agronegócio, sendo, respectivamente, a Agropecuária (15,5%) seguida do Agroserviços (12,9%), posteriormente vêm os outros setores não ligados ao Agronegócio como Educação, Saúde humana e serviços sociais (13,1%) e o Comercio (12,8).
 
“A atualização da estimativa da ocupação na cadeia produtiva do agronegócio da Bahia revela tendências do setor e seus subsetores, bem como a questão da geração de emprego e renda. Os detalhamentos apresentados trazem sinalizações importantes para o planejamento das políticas públicas, sobretudo diante da crise instalada pela pandemia.”, ressalta  Jorgete Costa, diretora-geral da SEI.
 
O estudo também evidenciou que 40,7% da ocupação do Agronegócio é composta por trabalhadores por conta própria, 28% composta por empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada, 19,2% por empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada, 8,2% por trabalhador familiar auxiliar e 3,9% por empregadores. A remuneração média do trabalho principal era de R$3.209,00 para os empregadores, R$1.343,00 para os trabalhadores com carteira assinada, R$640,00 para os trabalhadores por conta própria e R$600,00 para os sem carteira de trabalho assinada.
 
O secretário da Agricultura, Lucas Costa, destacou que o estudo da SEI ”revela a importância do agronegócio para Bahia, tanto no PIB quanto no setor empregatício”.  Ele acrescentou que em torno de um terço da população ativa é beneficiada, revelando a importância do segmento.  Com a pandemia o setor vem mostrando ainda mais força, a agricultura e agronegócio não param, e favorecerá a arrancada da economia gerando ainda mais empregos. “Estamos batendo record de produção mesmo  nesse período”.
 
O estudo foi elaborado pelo Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, lotado na SEI, Antonio Marcos Barreto Silva. Participaram da reunião o coordenador de Pesquisas Sociais da SEI, Guillermo Etkin, o Secretário da Agricultura, Lucas Costa, a assessora do Gabinete da secretaria da Agricultura, Kátia Lima e o Superintendente de Políticas do Agronegócio, Eduardo Rodrigues.
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