Economia

Brasil registra quinta maior alta do PIB entre 50 países no segundo trimestre de 2026

Economia brasileira cresceu 0,5% entre abril e junho e teve desempenho superior à média global, da Zona do Euro e do G7

A economia brasileira apresentou um dos melhores desempenhos entre as principais economias que já divulgaram os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2026. Segundo levantamento da Austin Rating, com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil registrou crescimento de 0,5% na comparação com os três primeiros meses do ano.

Com esse resultado, o país ficou na quinta posição entre 50 nações que já divulgaram os números referentes ao período. O desempenho brasileiro ficou à frente de economias como Estados Unidos e China.

A liderança do ranking pertence à Irlanda, que apresentou crescimento de 1% no trimestre. Na sequência aparecem Indonésia, com 0,9%; Angola, com 0,7%; e Malásia, com 0,6%.

Brasil supera médias internacionais

O crescimento de 0,5% registrado pelo Brasil ficou acima da média dos 50 países analisados, que foi de 0,2%.

O desempenho brasileiro também superou a média dos países da Zona do Euro, de 0,1%, e do G7, grupo formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Entre as economias desenvolvidas, os Estados Unidos cresceram 0,4%, enquanto Canadá e China registraram expansão de 0,2%.

De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, o resultado brasileiro veio acima das expectativas do mercado financeiro, que projetava crescimento de aproximadamente 0,4% para o período.

Veja os 20 países com maior crescimento no segundo trimestre

  1. Irlanda: 1,0%
  2. Indonésia: 0,9%
  3. Angola: 0,7%
  4. Malásia: 0,6%
  5. Brasil: 0,5%
  6. Eslovênia: 0,4%
  7. Lituânia: 0,4%
  8. Suécia: 0,4%
  9. Estados Unidos: 0,4%
  10. Sérvia: 0,4%
  11. Suíça: 0,4%
  12. Singapura: 0,3%
  13. México: 0,3%
  14. Tunísia: 0,3%
  15. Taiwan: 0,3%
  16. Colômbia: 0,3%
  17. Turquia: 0,3%
  18. Polônia: 0,2%
  19. China: 0,2%
  20. Canadá: 0,2%

Brasil avança entre as maiores economias

Além de analisar o crescimento trimestral, a Austin Rating também acompanha o tamanho das economias nacionais.

Nesse ranking, o Brasil vem apresentando avanço. O país, que ocupava a 11ª posição entre as maiores economias do mundo em 2025, passou para o 10º lugar em 2026, com um PIB estimado em US$ 2,64 trilhões.

A projeção é que o Brasil possa ultrapassar a Rússia e chegar à nona posição em 2027, caso as estimativas econômicas se confirmem.

Atualmente, os Estados Unidos lideram o ranking, com PIB estimado em US$ 32,38 trilhões, seguidos pela China, com US$ 20,85 trilhões.

As 15 maiores economias do mundo

Posição País PIB estimado
1º Estados Unidos US$ 32,38 trilhões
2º China US$ 20,85 trilhões
3º Alemanha US$ 5,45 trilhões
4º Japão US$ 4,38 trilhões
5º Reino Unido US$ 4,26 trilhões
6º Índia US$ 4,15 trilhões
7º França US$ 3,60 trilhões
8º Itália US$ 2,74 trilhões
9º Rússia US$ 2,66 trilhões
10º Brasil US$ 2,64 trilhões
11º Canadá US$ 2,51 trilhões
12º Austrália US$ 2,12 trilhões
13º México US$ 2,12 trilhões
14º Espanha US$ 2,09 trilhões
15º Coreia do Sul US$ 1,93 trilhão

PIB não representa sozinho a qualidade de vida

Apesar de ser um dos principais indicadores utilizados para medir o tamanho e o desempenho de uma economia, o PIB não mostra sozinho as condições de vida da população.

O indicador mede o valor dos bens e serviços produzidos em determinado período, mas não revela, por exemplo, como a renda é distribuída, o nível de desigualdade social ou o acesso da população a serviços públicos.

Por isso, uma economia pode apresentar um PIB elevado sem necessariamente ter os melhores indicadores sociais.

Brasil já chegou à 7ª maior economia do mundo

O atual avanço para a décima posição ainda está abaixo do melhor resultado histórico brasileiro.

Entre 2011 e 2014, o Brasil chegou a ocupar a sétima posição entre as maiores economias do planeta, período em que o país alcançou uma participação ainda maior no cenário econômico internacional.

O crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026, portanto, coloca novamente o Brasil em destaque no cenário internacional e reforça a expectativa de avanço no ranking das maiores economias nos próximos anos.

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