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Atividade leiteira em comunidade rural de Jeremoabo registra aumento de mais de 200% na produção

O aumento da produção de leite na comunidade de Barroca, em Jeremoabo, foi decisivo para que os agricultores familiares, ligados à Associação Comunitária da Barroca, tivessem uma renda fixa de pelo menos um salário mínimo. A produção, que antes era de 300 litros de leite por dia, hoje chega a mil litros.  

O desenvolvimento da atividade leiteira da comunidade é resultado dos investimentos do Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva, que destinou R$293,8 mil  para a aquisição de equipamentos de resfriamento de leite e máquinas agrícolas, como forrageira, distribuição de mudas de palma para alimentação dos animais, além de promover o melhoramento genético do rebanho.  

Com isso, a produção aumentou em mais de 200% e o leite foi valorizado. A venda era feita para atravessadores por R$0,90 a R$1 o litro. Hoje, todo leite é vendido para o laticínio Sertaneja, localizado na sede do município, a R$1,90 o litro. 

A agricultora Vera Lucia da Silva conta que a maioria dos beneficiados ainda não tinha despertado para o potencial do leite na comunidade: “Com a chegada do projeto Bahia Produtiva, a cultura do leite se fortaleceu e passou a ser a nossa principal fonte de renda. Antes, a gente não tinha renda fixa. Está ajudando, não só a nós, que participamos diretamente do projeto, mas aos produtores de toda a região”.  

Gildevan Teixeira de Araújo é produtor e Assistente Comunitário Rural (ACR) da comunidade. Ele explica que no início eram 20 produtores com 60 vacas e que agora são 27 produtores com 115 vacas em lactação: “O maior avanço que esperamos é daqui a dois anos, quando as bezerras que estão nascendo começarem a reprodução. São animais superiores, inseminados, que dão oportunidade de melhorar a genética. O Bahia Produtiva foi um divisor de água da minha vida. Hoje tiro o sustento da minha família com a bovinocultura de leite”.  

O agricultor Lindomar da Silva ressalta a importância dos equipamentos para o desenvolvimento da comunidade: “Sem o tanque de resfriamento, o leite era colocado em latões para os atravessadores. Tinha gente que amarrava o latão na moto e ia pra cidade tentar vender de porta em porta, às vezes vendia todo, às vezes sobrava. Sem contar que tinha que deixar os afazeres da propriedade para ir à cidade vender o leite. Hoje, termina a ordenha e cada produtor se dirige ao resfriador para depositar o seu leite”.  

O Bahia Produtiva é um projeto da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), cofinanciado pelo Banco Mundial. Por meio do projeto, o governo estadual está investindo R$54,6 milhões para o desenvolvimento do sistema produtivo da bovinocultura em toda a Bahia, beneficiando diretamente 2.838 famílias de agricultores familiares, visando aumentar a integração do mercado, a receita líquida e a segurança alimentar dos beneficiários. 

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