Política

ALBA promove debate sobre Caatinga e Mudanças Climáticas

Experiências de projetos exitosos de recuperação do semiárido baiano foram apresentadas, na tarde desta quarta feira (15), na audiência pública “Caatinga e o Relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas): recaatingando esperanças e experiências que realizam sonhos”. Promovido pela Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, em parceria com Cooperativa de Produção do Piemonte da Diamantina (Coopes) e pela Associação de Moradores de Brejo da Brásida (AMBB) de Sento Sé, o evento contou com a participação de pesquisadores, analistas e representantes de comunidades que convivem com o bioma em questão.

Coordenador da Frente Ambientalista, o deputado Marcelino Galo (PT) ressaltou a importância da preservação da Caatinga, “bioma que mais está sendo destruído, com incêndios e desmatamentos para ampliar a fronteira agrícola”, e das experiências exibidas na audiência, “que vão na perspectiva de conjugar ciência, saberes populares e viabilidade econômica para a região catingueira”, colocou.

EXPERIÊNCIAS

Entre as experiências apresentadas, a da Universidade Federal e Rural de Pernambuco, desenvolvidas pela Cooperativa de Produção do Piemonte da Diamantina (Coopes), que, aos agricultores e comunidade local, levanta o potencial dos produtos nativos da região. Exposta na audiência pela professora do departamento de Bioquímica Universidade Rural de Pernambuco, Marcia Vanusa, tem como um dos resultados a certificação do potencial alimentar, farmacêutico e cosmético de diversos frutos, a exemplo do umbu (extrato), para problemas estomacais, e o licuri, como anti-inflamatório e cicatrizante.

NASCENTES

Outro projeto de sucesso na preservação da Caatinga na Bahia, a experiência de recuperação de várias nascentes no Brejo da Brásida, em Sento Sé, foi apresentado por Erick Almeida, mestre em Botânica e Recuperação de Nascentes. Em parceria com a associação de moradores locais (AMBB), o projeto promoveu, junto à comunidade, a construção de um pacote de tecnologia de arranjos sustentáveis, um laboratório de ecoarqueologia, abrindo portas para que jovens cientistas desenvolvam projetos na comunidade.

“Unindo comunidade e ciência, consegue-se desenvolver um trabalho de qualidade. Não há um limite visível entre o desenvolvimento econômico e conservação da natureza. O objetivo é espalhar essa tecnologia para todo o semiárido, incluir os catingueiros, proteger os sítios ecológicos e arqueológicos, recuperar as nascentes, agricultura familiar, com produção com baixo carbono”, enfatizou.

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