Região Metropolitana

LAURO DE FREITAS – Pais e mães de autistas pedem atenção do município, para a falta de atendimento aos seus filhos

"Me deixaram sem saber o que fazer, só disseram que agora preciso ir para a fila do Caps, onde sei que tem crianças nessa fila há mais de um ano."

A Secretaria de Saúde de Lauro de Freitas revogou, após reunião com a diretoria da Unime, segundo informações de pais de autistas, o atendimento às crianças em grau 2 acima, nesta unidade de saúde, informando que as mesmas deveriam ser direcionadas ao Caps Infantil.

Porém, ainda segundo informação do grupo, esta entidade não tem atendimento há mais de um ano, mantendo em uma fila de espera, crianças autistas em maior grau, que necessitam de cuidados especiais.

Somos uma comunidade de mães e pais de autista, crianças com transtorno TDAH, etc. Estamos em um momento de desespero, pois a Secretaria de Saúde está tirando o acompanhamento que temos na Unime e mandando irmos para a fila do Caps infantil, onde existem crianças aguardando atendimento, há mais de um ano.” Este é um trecho de mensagem enviada a um grupo, mantido em uma rede social, para tratar dos assuntos referentes ao tema.

Hoje recebi a notícia de que meu filho, que já tem dois anos sendo atendido na Unime, não vai mais ser acompanhado por esta unidade. Precisamos levar isso para alguém que nos ajude, que reconheça o quanto é importante que nossos filhos continuem com as terapias deles. O Caps Infantil de Lauro de Freitas está terrível, quando chegamos lá, eles mandam de volta para a Unime e esta não nos aceita, só informam que foi ordem da Secretaria de Saúde.” Afirma a Sra. Joice Oliveira dos Santos, mãe de autista, que teve seu acesso negado na unidade de atendimento da Unime.

Ainda, segundo informação do grupo, na Unime eles informam que houve uma reunião, na Secretaria de Saúde, onde informaram que a unidade agora só vai atender autista do grau 1. Graus dois e três, seriam encaminhados para o Caps. Ao chegar lá, em busca de vagas, são informados que serão colocados na fila de espera, mas sem prazo de retorno, pois não há vagas e estão faltando profissionais para atendimento.

Eu sei que ninguém está conseguindo vaga no Caps e estão sem suporte nenhum, tendo que pagar plano de saúde, para fazer as terapias. Nossos filhos têm direitos por lei, de ter esse acolhimento pelo SUS.” Afirma a Sra. Joice.

Segundo afirma o grupo, a Unime foi o único suporte que acolheu e ajudou muitos portadores de autismo em Lauro de Freitas, até hoje e, muitos não encontram outro lugar assim.

Peço encarecidamente a todos, que não vejam apenas com os olhos da política, mas vejam com olhos de PAI, MÃE, IRMÃOS(ÃS), TIOS(AS), PRIMOS(AS), com os olhos do AMOR. O mundo já é cruel demais para conosco quando julgam nossos filhos; quando não cedem um assento nos ônibus; quando vemos o maior amor das nossas vidas em crise e não podemos fazer nada. Mas, enquanto humanos, sociedade, nós podemos emprestar a nossa voz, para que outras vozes consigam chegar mais longe. Juntem-se a nós nessa causa, nos ajudem a fazer nossas vozes ECOAR! Podemos não encontrar a solução, hoje ou amanhã, mas um dia o nosso barulho irá incomodar. E aí, seremos ouvidos, quiçá enxergados! Desde já, muito obrigada a todos(as)!

Mensagem de Jussandra Queiróz, Pedagoga, especialista em Neuropsicopedagogia Clínica, Institucional e Hospitalar, mãe atípica de Emily Suzana, uma linda princesa autista, de 6 anos.

O Bahia Alerta deixa aberto o canal de comunicação, através do e-Mail: redacao@bahiaalerta.com.br, para a recepção do direito de resposta, das entidades citadas na matéria.

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Ney Barbosa

Jornalista | RPJ/DRT n.° 0006098 | (71) 98715-7264 | Orcid | Lattes CNPQ | Telegram | "Não deixe as coisas que você não pode fazer, impedí-lo(a) de fazer as coisas que você pode!" (John Wooden)

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