Política

Lula leva à ONU agenda sobre clima, tecnologia, desigualdade e direitos sociais

Presidente defende regulação da inteligência artificial, combate à fome, transição energética e mudanças nas relações de trabalho

 

 

Além dos conflitos internacionais e da soberania nacional, o discurso de Lula na ONU abordou uma extensa agenda econômica, ambiental e social.

Na área ambiental, o presidente afirmou que o Brasil pretende conciliar crescimento econômico e redução das emissões de gases de efeito estufa. Também destacou a redução do desmatamento na Amazônia e defendeu mecanismos internacionais de financiamento para a preservação das florestas tropicais.

Lula afirmou ainda que o Brasil possui condições de participar da transição energética global por meio de sua matriz de energia e de suas reservas de minerais considerados estratégicos.

Outro eixo do discurso foi a transformação tecnológica. O presidente defendeu a criação de regras para as grandes empresas de tecnologia e para a inteligência artificial, com transparência e mecanismos de proteção para usuários.

Ele também mencionou a necessidade de proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital e defendeu mecanismos de remuneração para artistas, músicos e produtores de conteúdo.

Combate à fome e desigualdade

Na área social, Lula defendeu a ampliação das políticas de combate à fome e à pobreza e citou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa internacional lançada pelo Brasil e atualmente presente na agenda da ONU. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social confirmou a realização, nesta semana, de atividades da Aliança durante a 81ª Assembleia Geral.

O presidente também associou desenvolvimento econômico à geração de empregos, distribuição de renda, valorização salarial, educação e saúde.

Outro ponto abordado foi o mundo do trabalho. Lula defendeu, no Brasil, o fim da chamada escala 6×1, com dois dias livres por semana, relacionando a proposta à necessidade de ampliar o tempo para descanso, qualificação profissional e convivência familiar.

O discurso também tratou da violência contra as mulheres, do feminicídio e da necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de poder.

Ao concluir, Lula voltou a relacionar os desafios nacionais à democracia e à participação popular, afirmando que o Brasil precisa combinar desenvolvimento econômico, proteção social, preservação ambiental e soberania nacional.

Os três eixos apresentados no discurso — paz e multilateralismo, soberania brasileira e desenvolvimento social, econômico e ambiental — formaram a estrutura central da mensagem levada pelo presidente à Assembleia Geral da ONU.

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