Saúde

Instituto Butantan anuncia atraso na divulgação de eficácia da Coronavac

Responsável por produzir a Coronavac no Brasil, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, o Instituto Butantan decidiu atrasar a divulgações dos resultados da eficácia do imunizante. A justificativa dada para isso foi a escolha por submeter à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os dados da análise final do estudo e não da análise interina, feita com menos voluntários.

 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a decisão foi tomada depois que os pesquisadores detectaram que o total de infectados entre os participantes do estudo havia crescido e ultrapassado a marca de 151 contaminações, estabelecida como número mínimo para a análise final da eficácia. 

 

“Nós mudamos a nossa estratégia, que até semana passada era solicitar o uso emergencial com os dados de análise parcial. Dada a conjuntura e uma possível dificuldade com relação à própria velocidade da Anvisa, mudamos de estratégia e vamos pedir o uso definitivo na China e no Brasil ao mesmo tempo”, afirmou Dimas Covas, diretor do Butantan, durante evento online promovido pela Universidade de São Paulo (USP), na manhã desta segunda-feira (14).

 

Com isso, a eficácia que seria apresentada nesta terça (15) será divulgada no próximo dia 23. De acordo com Covas, falta ainda o certificado de boas práticas da fábrica da Sinovac, cuja previsão é de que a Anvisa o emita entre o final de dezembro e o início de janeiro.

 

“Aguardamos a análise final da eficácia. Isso vai permitir a conclusão do estudo, que acontece nos próximos dias. Esperamos que o registro possa caminhar muito rapidamente na China e, antes do final deste ano, vamos ter o registro da vacina na China. Com a vacina sendo registrada em uma das grandes agências, como a europeia, chinesa, japonesa ou americana, a Anvisa pode autorizar o uso excepcional do produto. Foi uma estratégia que discutimos junto com a Sinovac e acho que isso vai, de fato, emitir uma agilidade maior, embora possa colocar alguma pressão em cima da Anvisa”, acrescentou o diretor.

 

De acordo com a publicação, com dados de mais voluntários, a análise ficará mais robusta e, consequentemente, aumentam as chances de a Anvisa aprovar a vacina rapidamente.

Fonte:bahia noticias

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