Flávio Bolsonaro é desmentido pela UFRJ após divulgar diplomas e não comprovar pós-graduação

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), utilizou suas redes sociais na noite de quarta-feira (12) para divulgar imagens de seus diplomas acadêmicos. A publicação ocorreu após reportagem do g1 revelar que páginas oficiais do parlamentar no Senado Federal, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e em biografias de campanha atribuíam a ele uma pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), curso que ele não realizou.
Na postagem, Flávio Bolsonaro apresentou os diplomas que afirma compor sua formação acadêmica e destacou que todos foram obtidos “à base de vários anos de muito estudo e dedicação”. O curso de Ciências Políticas citado nas biografias oficiais, entretanto, não aparece entre os certificados divulgados.
Diplomas apresentados
Na publicação, Flávio Bolsonaro anexou imagens de certificados que identificam as seguintes formações:
- Bacharelado em Direito pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), com conclusão em 2006;
- Especialização em Políticas Públicas, realizada pelo IUPERJ-UCAM em parceria com a Escola de Políticas Públicas e Governo;
- MBA em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Novos Negócios, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
As imagens mostram parte dos documentos acadêmicos, incluindo o diploma de graduação em Direito e o certificado da especialização.
Contexto
A divulgação dos documentos acontece após a repercussão da reportagem do g1, que apontou divergências entre a formação acadêmica atribuída ao senador em páginas institucionais e a documentação apresentada por ele.
Segundo a reportagem, páginas oficiais informavam que Flávio Bolsonaro possuía uma pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ. Após a divulgação da informação, o parlamentar publicou os diplomas disponíveis e a formação em Ciências Políticas não consta entre os certificados apresentados.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e no meio político, reacendendo o debate sobre a precisão das informações biográficas divulgadas por agentes públicos em canais oficiais.




