Economia

Dólar sobe para R$ 5,49, mas cai pela quarta semana seguida

Em um dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar subiu pela primeira vez depois de sete quedas seguidas. Mesmo assim, a moeda norte-americana acumulou a quarta semana consecutiva de recuo. A bolsa de valores subiu na sessão, mas não conseguiu ultrapassar os 121 mil pontos e teve a primeira queda semanal após três semanas de alta.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (23) vendido a R$ 5,497, com alta de R$ 0,043 (+0,78%). A divisa começou o dia em queda, vendida a R$ 5,43, mas começou a subir ainda durante a manhã. Na máxima do dia, por volta das 12h30, chegou a R$ 5,51, mas desacelerou à tarde e manteve-se abaixo de R$ 5,50.

A moeda norte-americana encerrou a semana com recuo de 1,59%. Em abril, o dólar acumula queda de 2,37%, mas sobe 5,88% em 2021.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Depois de três dias seguidos de queda, o Ibovespa, índice da B3, fechou o dia aos 120.530 pontos, com alta de 0,97%. Apesar dos ganhos desta sexta, o indicador encerrou a semana com perda acumulada de 0,48%.

Nos últimos dias, a bolsa foi influenciada por um movimento de realização de lucros, quando investidores vendem ações para embolsar ganhos recentes, e por oscilações no mercado norte-americano. Com os papéis mais baratos, os aplicadores voltaram a comprar ações, no Brasil e no exterior, impulsionando o mercado de ações.

Em relação ao dólar, a moeda norte-americana subiu porque dados do setor de serviços nos Estados Unidos sugeriram que a recuperação da maior economia do planeta está mais forte que o esperado. Isso provocou um leve aumento no rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do planeta.

Taxas mais altas nos Estados Unidos pressionam o câmbio em países emergentes, como o Brasil. No entanto, a sanção do Orçamento Geral da União de 2021, com vetos parciais que garantem o cumprimento do teto de gastos, segurou a alta da moeda norte-americana.

*Com informações da Reuters/ Agência Brasil

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