Lula critica enfraquecimento da ONU e defende diplomacia para enfrentar guerras e crises internacionais
Presidente brasileiro afirma que o mundo vive um dos momentos mais críticos das Nações Unidas e cobra mudanças no sistema multilateral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu, nesta terça-feira (22), o debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, com críticas ao enfraquecimento da capacidade da ONU de atuar diante dos conflitos internacionais.
Em seu discurso, Lula afirmou que esta é, desde sua primeira participação na tribuna da ONU, em 2003, uma das situações mais críticas enfrentadas pela organização. Segundo o presidente, a falta de capacidade de ação do Conselho de Segurança e a continuidade dos conflitos armados colocam em questão a efetividade do sistema multilateral.
O presidente defendeu maior responsabilidade dos países que integram o Conselho de Segurança e afirmou que a diplomacia deve ocupar o centro da busca por soluções para conflitos internacionais.
“A guerra não é a continuação da política por outros meios. É a falência total da política.”
Lula abordou conflitos no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Sobre o conflito envolvendo israelenses e palestinos, defendeu a solução de dois Estados e criticou as ações do governo de Benjamin Netanyahu em Gaza e a expansão de assentamentos na Cisjordânia. Também afirmou que a diplomacia é o caminho para solucionar a guerra na Ucrânia.
O presidente também defendeu uma reforma da governança internacional e do Conselho de Segurança da ONU, tema que o Brasil vem apresentando em diferentes fóruns diplomáticos. A posição brasileira sobre a necessidade de tornar o Conselho mais representativo já aparece em discursos anteriores de Lula na Assembleia Geral.
Ao tratar do cenário internacional, Lula apresentou como alternativas para o futuro “multilateralismo ou unilateralismo; democracia ou extremismo; soberania ou subordinação”.
Para o presidente, o fortalecimento da cooperação internacional é necessário diante de um cenário marcado por conflitos, disputas comerciais, mudanças climáticas e transformações tecnológicas.



