Política

Audiência discutirá fortalecimento do Programa Jovem Aprendiz

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizará no dia 24 de maio uma audiência pública para discutir a Medida Provisória 1.116, que estabelece o enfraquecimento do Programa Jovem Aprendiz. O encontro foi marcado pelo deputado Marcelino Galo Lula (PT), em acolhimento ao pleito formulado na manhã desta segunda-feira (16), por jovens e representantes de entidades qualificadoras em aprendizagem, durante ato praticado na entrada principal da Casa Legislativa.
 
“Esses jovens estão exercendo a sua cidadania, fazendo uma manifestação contra uma situação que é dramática. Não podemos deixar acabar um programa como o do jovens aprendiz. É um programa fundamental, não só do ponto de vista econômico. Através do programa Jovem Aprendiz é realizado um importante trabalho pedagógico. Ajuda no desenvolvimento e na capacitação para o futuro mercado de trabalho. Temos que ser firmes, essa casa precisa se posicionar”, enfatizou Galo.
 
A manifestação
 
Os tambores soaram na manhã desta segunda-feira (16), durante uma manifestação na entrada principal da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Durante o ato, jovens e representantes de entidades qualificadoras em aprendizagem buscaram o apoio do Parlamento estadual para que a medida não seja aprovada no Congresso Nacional.
 
Segundo os manifestantes, a MP 1.116/2022 foi apresentada pelo Governo Federal como algo benéfico para a sociedade, entretanto traz uma série de prejuízos. Conforme ressaltou Adriana de Amorim Fernandes, representante da Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e do Calabetão, que trabalha com aprendizagem na Mata Escura, a medida provisória representa o retrocesso dos direitos da aprendizagem no Brasil. De acordo com Adriana, a MP, entre tantas questões, reduz o número de contratações dos jovens aprendizes, o que impacta diretamente o mercado de trabalho.
 
Conforme ressaltou Rafael Duran, de 21 anos, contratado como jovem aprendiz na Empresa Internacional Travessias, e que há três meses exerce a função de arrecadador, o Programa Jovem Aprendiz foi a sua porta de entrada para o mercado de trabalho. Segundo Duran, diversas vezes tentou conquistar uma vaga de emprego via CLT, mas não obteve êxito. “Não me deram oportunidade de aprender e ter uma profissão. Só comecei a trabalhar quando ingressei no Programa Jovem Aprendiz. Sem dúvida, o programa é muito importante”, afirmou.
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