CNT/MDA: avaliação do governo Lula oscila dentro da margem de erro; reprovação chega a 36,2%
A mais recente pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada em parceria com o Instituto MDA e divulgada nesta terça-feira (11), aponta estabilidade na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os números mostram pequenas oscilações em relação ao levantamento anterior, realizado em junho, todas dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
De acordo com o estudo, 36,2% dos brasileiros avaliam o governo como ruim ou péssimo, um aumento de dois pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior. Já o percentual dos que classificam a gestão como ótima ou boa permanece em 35,3%, sem alteração em relação ao último levantamento.
A avaliação regular foi apontada por 27% dos entrevistados, enquanto 1% não soube ou preferiu não responder.
Perfil da avaliação
A pesquisa revela diferenças significativas entre os diversos segmentos da população.
A avaliação negativa é mais elevada entre:
- Homens (40%);
- Pessoas com idade entre 35 e 44 anos (43%);
- Entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos (44%);
- Pessoas com ensino superior (46%).
Já os índices mais elevados de aprovação concentram-se entre:
- Mulheres (37%);
- Pessoas com 60 anos ou mais (48%);
- Quem recebe até dois salários mínimos (41%);
- Brasileiros com escolaridade até o ensino fundamental (49%).
Nordeste mantém maior apoio ao governo
Na análise regional, o Nordeste continua sendo a região onde o governo registra sua melhor avaliação, com 49% de aprovação (ótimo ou bom).
Em contrapartida, os maiores índices de avaliação negativa aparecem nas regiões:
- Norte/Centro-Oeste: 43%;
- Sudeste: 41%;
- Sul: 37%.
No Sudeste, por exemplo, a avaliação positiva soma 30%, abaixo da negativa.
Aprovação pessoal de Lula permanece em empate técnico
O levantamento também mediu a percepção dos brasileiros sobre o desempenho pessoal do presidente.
Segundo a pesquisa:
- 48% desaprovam a atuação de Lula;
- 47% aprovam;
- 5% não souberam ou não responderam.
Em relação ao levantamento de junho, a desaprovação subiu dois pontos percentuais, enquanto a aprovação caiu dois pontos. As variações também permanecem dentro da margem de erro.
Diferenças por faixa etária e renda
A desaprovação ao presidente é maior entre:
- Homens (51%);
- Pessoas de 25 a 34 anos (55%).
Já a aprovação é mais expressiva entre:
- Mulheres (49%);
- Pessoas com 60 anos ou mais (59%).
O levantamento também evidencia diferenças conforme a renda familiar.
Entre os entrevistados que recebem até dois salários mínimos:
- 54% aprovam o presidente;
- 40% desaprovam.
Nas faixas de renda superiores, o cenário se inverte:
- Entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos, 54% desaprovam e 42% aprovam;
- Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, a desaprovação chega a 56%, enquanto a aprovação é de 42%.
Metodologia
A pesquisa corresponde à 169ª rodada da CNT/MDA e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06935/2026.
Foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, em domicílios e pontos de fluxo, entre os dias 5 e 9 de agosto de 2026, em municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Os resultados indicam um cenário de estabilidade na percepção do governo federal, com oscilações pequenas em relação ao levantamento anterior e diferenças marcantes entre regiões, faixas de renda, idade, escolaridade e gênero.



