Jovem da Bahia participará do primeiro Encontro Internacional da Coalizão Negra por Direitos

O primeiro Encontro Internacional da Coalizão Negra por Direitos, acontece nos dias 28 e 30 de novembro em São Paulo. Os palestrantes e participantes representam diversos países: Brasil, EUA, África do Sul, Colômbia e Equador.

No encerramento do mês da Consciência Negra, evento reúne lideranças do movimento negro do Brasil, EUA, Equador, Colômbia e África do Sul para discutir temas como genocídio da juventude negra, feminicídio, racismo religioso, educação, cultura, saúde, entre outros.

Articulada por mais de 100 organizações do movimento negro no Brasil, a Coalizão Negra por Direitos tem promovido, desde o início deste ano, ações conjuntas para
influenciar o legislativo federal com objetivo de assegurar os direitos humanos da população negra no Brasil.
Além das ações de incidência política nacional, a Coalizão tem articulado apoio internacional e denúncias em organismos de direitos humanos e fóruns internacionais. Ao longo do ano, foram realizadas importantes agendas de incidência nacional como audiências com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre.
A articulação com deputados e senadores teve por finalidade influenciar na votação do pacote anticrime do Ministro Sérgio Moro e sobre o acordo da Base de Alcântara.
Os movimentos Black Lives Matter (EUA), Processo de Comunidades Negras (PCN – Colômbia), Confederación Comarca Afroecuatoriana del Morte de Esmeraldas (Equador) e JASS Stands for Just Associates (África do Sul) são alguns dos participantes.
PARTICIPANTES DA BAHIA: CONSTRUINDO INCIDÊNCIA DO LOCAL AO INTERNACIONAL
Entre os participantes brasileiros, estarão a jornalista e escritora Bianca Santana, a socióloga Vilma Reis, a filósofa Sueli Carneiro, o jovem educador do interior da Bahia Marcolino Poeta, o professor Douglas Belchior e a fundadora do Movimento Mães de Maio Débora Maria.
COALIZÃO INTERNACIONAL
Marcolino Poeta, baiano ilheense, um dos participantes da Coalizão Negra por Direitos e um dos articuladores da juventude negra na Bahia, explica que a função da coalizão é “Nesse momento de avanço do fascismo, criar unidade no movimento negro brasileiro para que possamos incidir no processo político nacional. Nós jovens negros, maior alvo das violências no Brasil, estamos no caminho de atuar como protagonistas dos nossos próprios problemas e apresentar as nossas soluções, na medida que as organizações políticas brasileiras não representam as juventudes negras do país”.
De acordo com Douglas Belchior, o seminário é importante para construir uma corrente internacional. “Estamos provocando uma grande aliança do movimento afro-diaspórico que consiga conectar os movimentos nos países de herança colonial africana, os países que foram estuprados na África e que foram colonizados lá e aqui na América”, conclui o ativista.
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