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Times baiano e alagoano vencem I Copa Nordeste de Basquetebol 3×3 Cadeira de Rodas

Dividida ao meio, a quadra da Associação Atlética da Bahia foi o palco da grande decisão das finais da I Copa Nordeste de Basquetebol 3×3 Cadeira de Rodas, na manhã desta sexta-feira (12). Após superar equipes de vários estados nordestinos, a Aabane, da Bahia, sagrou-se campeã feminina e a Adfima, de Alagoas, alcançou o lugar mais alto do pódio na disputa masculina.

De acordo com o diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado (Sudesb), Vicente Neto, ter uma competição como essa em solo baiano credencia a Bahia a receber outros eventos importantes da categoria. “Sediar um evento com esse nível técnico nos permite fazer a candidatura para receber o feminino nacional de basquete cadeirante 3×3, em 2020, por exemplo. É sempre muito bom estar em contato com atletas que amam o esporte e superam todos os desafios”, destacou Neto.

Organizado pela Liga Nordeste de Basquete, com o apoio da Sudesb, o torneio inédito se configura como a classificatória da etapa nacional. A modalidade 3×3 é disputada em meia quadra e as partidas terminam em 10 minutos ou quando um time alcança os 21 pontos. O diretor técnico da Liga, Erivaldo Silva, lembra que este evento é pioneiro no país. “É um momento de inclusão social através do esporte e ter uma Sudesb inovadora encampando e dando suporte à iniciativa, é muito importante”, garantiu o dirigente.

Superação

Os dois times femininos baianos que chegaram à final figuram entre a restrita lista das equipes da categoria na modalidade 3×3 em cadeira de rodas existentes no Brasil. Ala da campeã Aabane, Irene Mendes assegura que o sentimento que prevalece é o de gratidão. “O esporte para nós, cadeirantes, é de grande valia. Como enfrentamos grandes dificuldades, a competição renova as forças para dar continuidade à caminhada da vida”, comenta.

Após deixar para trás onze adversários, o time alagoano Adfima se firmou como grande campeão do masculino do torneio. O capitão Robson machado liderou a equipe durante toda a competição, inclusive no jogo final, contra a equipe baiana Aabane. “Como a gente é deficiente, encontra todo tipo de obstáculo, mas as portas do esporte abriram cedo para mim. Treinei e joguei em São Paulo por 10 anos, chegando a ser campeão brasileiro e agora estou de volta ao meu estado e pude representar o Alagoas com muita garra”, celebrou o atleta.

Os atletas utilizam uma cadeira que pode ter três ou quatro rodas, sendo duas rodas na parte traseira e uma ou duas menores na frente. As equipes vencedoras da competição vão representar o Nordeste no campeonato brasileiro, que acontece em setembro, no estado de São Paulo. 

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