Política

Unale sugere parcerias com a China para ampliar vacinação

Com o objetivo de buscar informações e pedir o apoio da China para ampliar o processo de vacinação nos estados, a presidente da Unale, deputada Ivana Bastos (PSD), através da Comissão da Vacina (Conav/ Unale), se reuniu com o ministro conselheiro Qu Yuhui da embaixada da China.

 
“Nós, da Unale, temos uma parceria antiga com o governo chinês, por meio de visitas técnicas, conferências e acordos de cooperação”, iniciou o evento a presidente Ivana. Anualmente, a Conferência Nacional da Unale recebe representantes do país, e a cada dois anos, participa da conferência realizada pela Associação Internacional das Cidades Irmãs da China (CIFCA).
 
O principal ponto de debate, foi levantado pelo presidente da Conav, deputado Delmasso, que questionou se os laboratórios chineses teriam interessem em fazer venda direta para os estados e qual o caminho mais indicado para essas transações. “Queremos saber se é possível firmar esse tipo de contrato, sem intermediários e, se possível, para apresentarmos a possibilidade aos nossos governadores”, questionou o parlamentar.
 
Em reposta, Qu Yuhui, disse que os três laboratórios chineses com vacinas já aprovadas e em uso contra a Covid-19 − Sinopharm, Sinovac em parceria com o Instituto Butantan e CanSino, aplicada em militares – possuem interesse em estabelecer contrato com os governos estaduais, mas há implicações técnicas de capacidade produtiva que os impedem no momento. “Estamos com um problema mundial para o fornecimento de imunizantes e insumos, por isso o atraso com o Butantan. Temos recebido diversos pedidos e temos sim, a vontade de fornecer, mas primeiro temos que cumprir com os contratos já firmados”, pontuou o conselheiro.
 
O diplomata ainda informou que, mesmo com essa escassez e certas burocracias para aprovação, é possível já estabelecer conexões para que no segundo semestre, esses contratos possam ser efetivados. Além disso, os outros dois laboratórios chineses já estão em negociação com o Ministério da Saúde, para que no futuro próximo, entrem no Programa Nacional de Imunizações, como já acontece com a Coronavac, produzida por Sinovac/Butantan e aplicada no Brasil e na China.
 
Qu Yuhui falou sobre o desnível na distribuição mundial, em que muitos produtores como a Índia e os EUA estão restringindo a exportação dos imunizantes e pontuou que o mesmo não está sendo feito pelo governo chinês. Visto que o país imunizou cerca de 150 milhões de pessoas (10% da população) e ainda exporta mais de 50% dos imunizantes que produz.
 
Quanto aos prazos e quantitativos, disse que “houve um primeiro contrato entre a Sinovac e o Butantan, que envolve 46 milhões de doses, já entregues e a serem distribuídas até o final de abril. O atraso de insumos que fez com que o laboratório brasileiro suspendesse a produção da Coronavac se deve a questões técnicas mundiais e não políticas, mas deve ser sanado em breve. Além disso, este segundo contrato, deve ter um quantitativo ainda maior de imunizantes, a ser divulgado pelo instituto nos próximos dias”.
 

TECNOLOGIA

 
Outro ponto em debate foi levantado pelo deputado Vinícius Camarinha, sobre a tecnologia na qual pessoas que estiverem geolocalizadas em um perímetro próximo de outras pessoas que informaram estar infectadas pelo novo coronavírus receberão um alerta. “A China está avançada na questão tecnológica e esta tecnologia seria muito bem-vinda para nossos estados nesse combate”, validou Camarinha.

Em sugestão, aprovada pelos presentes, o diplomata propôs a realização de webinar para o repasse de conhecimento sobre tecnologias, por meio da Unale.

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