Política

Coronel defende que deputados não deixem Executivo interferir em eleições na AL-BA

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) defendeu na manhã desta segunda-feira (11) que a escolha do próximo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) seja feita somente pelos deputados estaduais, sem interferência do Poder Executivo.

 

A fala do parlamentar é em referência ao imbróglio que envolve os partidos PP e PSD, que integram a base do governador Rui Costa, mas protagonizam uma disputa pelo cargo. O confronto tem como origem um acordo celebrado pelo petista com as duas siglas, em dezembro de 2018. Para evitar um bate-chapa envolvendo as legendas, ele foi avalista do seguinte trato: Nelson Leal assumir a presidência da Casa pelo PP no biênio 2019-2020; Adolfo Menezes seria o substituto no cargo, pelo PSD, entre 2021 e 2022. O problema começou quando Leal passou a articular a reeleição dele, em descumprimento ao acordo, o que gerou reclamações do PSD. 

 

Sem conseguir levar à frente a reeleição de Leal, o PP não largou o osso e lançou a candidatura de Niltinho para concorrer ao cargo. Com receio de um racha devido ao confronto, Rui entrou em campo para conseguir um nome de consenso entre as siglas, que receberia o apoio de toda a base aliada.

 

A postura, no entanto, indica a mudança de posicionamento do petista. Em setembro, ele defendeu publicamente o cumprimento do acordo com o PSD (relembre). Recentemente, prometeu ao PP, nos bastidores, isenção caso houvesse disputa entre os partidos (veja aqui).

 

Ex-presidente da AL-BA, Coronel afirmou que uma interferência do governador afetaria a independência que o Legislativo precisa ter em relação ao Executivo. 

 

“Quando eu fui candidato à presidência, fui candidato dos deputados. Nelson Leal também. Espero que a decisão no dia 1º de fevereiro seja uma decisão dos deputados. Eu sei que as lideranças tentam influenciar. Acredito que os deputados vão ouvir, mas ainda coloco que a independência dos poderes é essencial. Se o Parlamento deixa de ser independente e passa a ser um apêndice do Poder Executivo, ele tende a ficar mais desmoralizado do que já é no Brasil”, afirmou o senador em entrevista ao “Isso é Bahia”, programa da rádio A TARDE FM em parceria com o Bahia Notícias.

 

O parlamentar, entretanto, evitou defender enfaticamente a candidatura de Adolfo Menezes, que é do seu partido. A postura vai na contramão de correligionários seus, como o presidente da sigla na Bahia, Otto Alencar. Em entrevistas à imprensa, ele reivindica o cumprimento do acordo selado em dezembro de 2018, o que colocaria o PSD no comando da AL-BA novamente. 

Fonte:bahia noticias

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