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Bahia apresenta orçamento para 2021 com queda de receita de R$ 63 milhões em caso de queda

Em reunião virtual com o Conselho Deliberativo, duas propostas de orçamento para a temporada 2021. Os cenários desenhados pelo clube contemplam a possibilidade de permanecer na Série A ou de cair para a Série B

O Bahia pode ter uma grande perda financeira em caso de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Na última segunda-feira (15), durante a apresentação do orçamento e dos planos para a temporada 2021 em reunião com o Conselho Deliberativo, o clube indicou que a degola pode representar uma queda de receita de R$ 63 milhões.

No caso de permanência na Série A, o Bahia prevê uma arrecadação total de aproximadamente R$ 171 milhões em 2021, valor que conta R$ 22 milhões remanescentes da última temporada e R$ 149 milhões de receita do ano em exercício.

Durante a reunião, que foi transmitida ao vivo para o público, o clube indicou a estimativa financeira de R$ 171 milhões em caso de permanência na elite. A título de comparação, foram orçados R$ 179 milhões para o ano de 2020, com realização de R$ 137 milhões. A queda é um reflexo da pandemia do novo coronavírus.
 

Em um segundo cenário, com a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro, o clube estima uma receita de cerca de R$ 108 milhões em 2021, com R$ 15 milhões restantes da última temporada e R$ 97 milhões de arrecadação correspondente ao exercício atual.

Nos dois casos, o Bahia estima um déficit, o que faz o clube alertar sobre a necessidade de antecipação de receitas, empréstimos ou vendas de ativos. Durante a reunião, o presidente tricolor afirmou que já tem uma proposta de compra do Fazendão, centro de treinamento tricolor que não é utilizado pelo clube desde o ano passado. O valor de uma venda da estrutura poderá dar um saldo positivo nas contas do clube no fim de 2021.

Bahia detalhou itens de dois cenários para o planejamento da temporada 2021 — Foto: Reprodução

Bahia detalhou itens de dois cenários para o planejamento da temporada 2021 — Foto: Reprodução

Em termos comparativos, o orçamento traçado para 2020, o maior da história, previa arrecadação de R$ 179 milhões. Por conta dos efeitos da pandemia, que adiou a disputa de jogos do Campeonato Brasileiro, além da realização de partidas sem público e queda no número de sócios, o clube teve uma receita menor. Até dezembro, os cofres do clube receberam cerca de R$ 137 milhões, R$ 32 milhões a menos que o previsto.

Parte do rombo ocorre pela queda expressiva no número de sócios. Em março de 2020, antes da pandemia obrigar o fechamento do comércio e suspender a realização de jogos em todo o país, o clube tinha 44 mil associados, com uma inadimplência de 20%. Atualmente, o Bahia tem 28 mil sócios, com uma inadimplência de 26%.

Nos dois planos traçados para 2021, o Bahia prevê uma queda financeira com o programa de sócios. Com a permanência na Série A, o clube considera que terá R$ 25 milhões no ano, contra R$ 29 milhões em 2020. Já em um eventual rebaixamento, o valor arrecadado com a mensalidade dos associados será de R$ 20 milhões.

Já a expectativa sobre o Sócio Digital, aplicativo oficial do clube, vai no caminho oposto. O Bahia arrecadou R$ 300 mil com a ferramenta em 2020 e espera conseguir R$ 720 mil no ano de 2021.

O Bahia espera vender jogadores e ganhar R$ 25 milhões com a negociação. O presidente Guilherme Bellintani disse estar confiante em conseguir os valores.

 

“Eu tô muito seguro da projeção de 25 milhões. Naturalmente vendendo atletas importantes para o elenco, cortar da própria carne. Não vamos conseguir atingir vendas significativa se não forem atletas importantes para nós. Nosso histórico de vendas superou isso e superou vendendo atletas importantes. Temos que ter capacidade de reposição desses atletas”, avisou.

Como premissas orçamentárias, o Bahia indicou a busca por manutenção de patrocinadores, quadro de sócios do clube, receitas de TV, início das operações do museu do clube. Em campo, o Tricolor quer, no mínimo, estar presente em três fases da Copa do Brasil e chegar na semifinal da Copa do Nordeste.

Também foi apresentado ao Conselho e aos torcedores como o clube pretende investir no futebol com os dois cenários. Confira abaixo: 

 

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