Economia

Largo vai investir R$ 50 milhões em nova planta de beneficiamento de vanádio na Bahia

Empresa pretende iniciar as obras no primeiro trimestre de 2021

A Largo Resources, que opera uma mina de Vanádio em Maracás, centro-sul baiano, a 350km de Salvador, deverá investir mais de R$ 50 milhões na construção de uma nova planta para beneficiamento de vanádio no município. Com início das obras previsto para o primeiro trimestre de 2021, a nova unidade vai permitir a produção de um minério de alta pureza, utilizado na indústria aeroespacial e na produção de baterias. Única mineradora de vanádio da América Latina, a Largo assinou contrato de exploração com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e opera em Maracás desde 2014.
 
A decisão de investir na Bahia foi tomada pelo conselho diretor da empresa e publicada no relatório anual de produção da Largo, divulgado no último dia 20 de março. Segundo o documento, as obras devem ser concluídas no terceiro trimestre de 2021. 
 
Segundo o CEO da Largo, Paulo Misk, 2019 foi um ano positivo. “Nosso time alcançou em 2019 um recorde de produção, ao passo que se manteve dentro da estimativa de custos”, diz o diretor no relatório.  
 
Para o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm, o novo investimento reforça a importância da mineração para o desenvolvimento no interior do estado. “Mais uma boa notícia para Maracás e para a Bahia. Hoje a Largo gera mais de 800 empregos diretos e duas centenas de indiretos, número que deve aumentar ano que vem com esta nova planta e mostra a força que a mineração tem para ajudar no desenvolvimento da Bahia”, disse Tramm. 
 
Misk também falou sobre os impactos do COVID-19. “A companhia continua monitorando os impactos da pandemia e tomando todas as ações possíveis para minimizar os danos que podem ser causados. Até o momento, não tivemos impacto na produção e nem no escoamento da produção em Maracás. Nenhum dos nossos colaboradores foi infectado e acreditamos que os riscos para eles, em Maracás, são baixos. A empresa está atuando segundo as melhores práticas determinadas pela Organização Mundial de Saúde e poderá, caso necessário, fazer alterações nas operações”, afirma.
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