Deputada Fabíola diz que sequência de picuinhas de Bolsonaro tira a dignidade do cargo de presidente

No início desta semana, o presidente Jair Bolsonaro fez a mais dura declaração – difícil de digerir, ao se referir de forma “debochada” ao desaparecimento de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, durante a ditadura militar. Em sua fala, que ganhou repercussão internacional, e que foi rechaçada por diversas autoridades e setores da sociedade civil, o presidente da República afirmou: “Se o presidente da OAB quiser saber como o pai desapareceu no período militar, eu conto para ele”. 

A deputada Fabíola Mansur condenou a infeliz declaração do presidente e classificou o ato como inaceitável. “É estarrecedora e repugnante a postura do chefe da Nação que usa sua posição para tripudiar e atacar a memória das pessoas de maneira desumana. Ele ocupa o cargo mais alto e mais importante do país, por isso não pode misturar suas paixões, pois a declaração de um chefe de Estado tem muitos poderes. Essa e outras falas do presidente tiram a dignidade do posto”, afirmou Fabíola. 

Após a declaração do presidente, muitas autoridades se manifestaram contra sua postura. Durante entrevista a BBC News Brasil, Felipe Santa Cruz relatou que vai interpelar Bolsonaro no STF, pois sua conduta pode ter sido criminosa, uma vez que no Brasil é crime fazer apologia da tortura conforme o artigo 287 do Código Penal. 

Para Fabíola, o presidente de um país não pode governar praticando revanchismos e também se solidarizou com Felipe Santa Cruz e todos brasileiros que perderam familiares durante o regime militar. “Uma das coisas mais doloridas da história brasileira foi a onda de assassinatos na ditadura. O Brasil passou por um momento muito duro e quando o presidente fala uma coisa dessas, ele ofende não apenas o presidente da OAB, mas todas as pessoas que perderam parentes ou sofreram torturas naquele período sombrio. No momento que ele fala desse caso com esse tom agressivo e debochado, ele age de forma incompatível à função que ocupa”, defendeu Mansur.

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